jusbrasil.com.br
17 de Setembro de 2019

Os espaços de Coworking: seria o fim dos escritórios de advocacia?

Thays Moraes, Advogado
Publicado por Thays Moraes
há 2 anos

O coworking surgiu nos Estados Unidos, em 2005, quando o engenheiro de software Brad Neuberg criou uma comunidade de trabalho com seus amigos. No Brasil, segundo a comunidade Coworking Brasil, esses modelos de espaços de trabalho surgiram em 2009, no entanto, vem ganhando força agora em razão de diversos fatores, principalmente econômicos, uma vez que a cada dia torna-se muito caro ou inviável para um advogado manter seu próprio escritório.

Os Coworking´s são modelos de trabalho que funcionam como compartilhamento de espaço e recursos de escritório, reunindo pessoas que trabalham não necessariamente para a mesma empresa ou na mesma área de atuação, podendo inclusive reunir entre os seus usuários os profissionais liberais, empreendedores e usuários independentes.

Muitos advogados em início de carreira optam por trabalhar como home-office, no entanto, muitos desistem deste modelo, pois percebem que não possuem estrutura necessária, além do mais, alguns acreditam que os clientes dão mais credibilidade ao advogado que atende em seu escritório.

Em razão de todos esses fatores, atualmente acompanhamos a cada dia a inauguração de espaços como esses, principalmente em centros empresarias.

Algumas das vantagens da adesão deste sistema de compartilhamento são, economias com aluguel, salários para recepcionista, visto que a maioria dos espaços incluem no aluguel do espaço uma recepcionista ou secretária. Além destas economias teremos outras despesas fixas do escritório com luz, água, telefone, condomínio, internet, TV a cabo, impressões, materiais de escritório, café, açúcar, produtos de higiene e limpeza e ainda a diarista, o profissional paga um valor, calculado por hora ou adere a um plano semanal/mensal, para utilizar o espaço de trabalho com todas essas vantagens.

Além destes benefícios, existe a flexibilidade que o advogado terá de se aproximar do cliente, pois ele poderá buscar um espaço de coworking próximo dele, poderá ainda fazer a divulgação do endereço do espaço como sendo o endereço da sua empresa e poderá utilizar para divulgação em seu cartão de visitas ou site. Alguns espaços não permitem a utilização do endereço para fins fiscais, ou seja, você não pode ter um CNPJ cadastrado no espaço do coworking, mas, existem alguns espaços que permitem esta utilização mediante realização de plano específico.

Suponhamos que na cidade onde o advogado atue a média do aluguel seja de R$1.500 a R$2.000 reais, e contando com as demais despesas mencionadas acima, podemos calcular que o advogado com escritório de pequeno e médio porte terá uma média de R$4.000,00 (quatro mil reais) de despesas por mês.

Aderindo ao Coworking o advogado poderá contratar planos mensais a partir de R$180,00 (cento e oitenta reais) para espaços abertos compartilhados, e planos a partir de R$500,00 (quinhentos reais) para sala individual (pesquisa realizada pela internet em espaços localizados na em São Paulo). O advogado deve pesquisar os espaços e planos porque que variam em razão da localidade, serviços oferecidos e horas de utilização.

Em razão de todos os benefícios apresentados, fica o questionamento, seria o fim dos escritórios de advocacia?

3 Comentários

Faça um comentário construtivo para esse documento.

Não use muitas letras maiúsculas, isso denota "GRITAR" ;)

Boa tarde. Saudações.
Acredito que o Sol nasce para todos.

Ouvi que com o advento dos tablets e dos e-readers (aqueles leitores de material digital, dos quais os mais populares são: o Kindle, o Amazon Kindle, Digital Paper, etc.) as publicações físicas, impressas estariam fadadas à extinção (jornais, revistas, livros, etc.).

ENTRETANTO... Estão aí, firmes e fortes... É inegável que diversas publicações deixaram de ser impressas. Outras simplesmente deixaram o mercado. Mas isto é resultado do ajuste.

A mesma coisa ocorreu com os Advogados. Com o surgimento dos "Advogados Correspondentes" (que a meu ver, sob a alegação de que serve para inserir diversos advogados recém formados no mercado de trabalho, serviu apenas para esculachar de vez com a atividade - afinal de contas, em troca dos PÍFIOS valores pagos , os ESCRITÓRIOS DE PESO diminuem SEUS CUSTOS , MANTÊM seus contratos MILIONÁRIOS e, assim, AUMENTAM SEUS GANHOS - acerca deste tema, consulte QUEM GANHA MAIS com esta prática).

Com o advento dos "Advogados Correspondentes", temos um verdadeiro TSUNAMI de advogados que estão se "ESPECIALIZANDO" em realizar protocolos, fazer cargas, cópias, realizar audiências como verdadeiros zumbis (ou ao modo boneco de posto) e demais atividades afins.

No meu tempo de faculdade, ainda NÃO havíamos nos deparados com esta "especialidade" da advocacia ("advogado correspondente). Mas, desde aquela época, já se comentava a respeito de ESCRITÓRIOS RENOMADOS exigirem estagiários que possuíssem OAB para que estes fizessem serviços de OFFICE BOYS DE LUXO... afinal era para fazer serviço de office boy que eles eram contratados, mas TINHAM QUE TER OAB.

Agora, com a" especialidade "de" advogado correspondente ", TEMOS ADVOGADOS MESMO (e NÃO mais estudantes de Direito) fazendo o MESMO SERVIÇO dos antigos"Office Boys de Luxo). E que CUSTAM muito MENOS do que qualquer ESTAGIÁRIO contratado (afinal de contas, os "advogados correspondentes" só recebem pelo serviço que é prestado e, pior, com a QUANTIDADE de "advogados correspondentes" disponíveis, sedentos por "trabalho", cada um oferece um custo MENOR do que o outro para prestar os serviços).

AINDA ASSIM, os ESCRITÓRIOS "GRANDES" (onde as CABEÇAS PENSAM de verdade) NÃO deixaram de existir... Afinal de contas, NENHUM ITAÚ, NENHUM BB, NENHUMA CEF, NENHUMA FORD, NENHUMA PANASONIC, NENHUMA FIAT deixará de contratar um destes ESCRITÓRIOS "GRANDES" para contratar um "advogado correspondente".

E, alguém, já imaginou receber um CLIENTE DESTE em escritórios de Coworking?
Com o devido respeito, acredito que são espaços diferentes. Para objetivos diferentes.
ACREDITO MESMO que um advogado possa fazer uso de um Escritório de Coworking para diminuir custos. MAS, ao ver a necessidade de MAIS (óbvio que porque CRESCEU e NECESSITA DE MAIS), é óbvio que ele se verá na necessidade de ESCRITÓRIOS à moda antiga (digamos assim).

Portanto... Mesmo sendo um Escritório Coworking, NÃO deixa de ser um escritório de advocacia. Só isto já responde a sua pergunta se estes escritórios seriam o fim dos escritórios de advocacia. E a resposta é NÃO... Não seriam o fim dos escritórios de advocacia. Não seriam os Escritórios de Advocacia que todos temos em mente, seriam escritórios de Advocacia Coworking... MAS AINDA ASSIM seriam Escritórios de Advocacia.

E, para os que NECESSITAREM de espaços exclusivos, escritórios tradicionais, estes ainda existirão. continuar lendo

Parabéns Thays,

Matéria sucinta e esclarecedora.
Abraço. continuar lendo

Ótimo texto, Thays!

Acredito que não seja o fim dos escritórios tradicionais de advocacia, pois muitos advogados ainda preferem um espaço próprio.

Mas o coworking, sem dúvida nenhuma, é uma ótima alternativa , principalmente para quem está começando.

Atualmente, eu trabalho em home office e tenho tido bons resultados ;)

Abraços! continuar lendo